Saturday, December 23, 2006

CINE ECO 2006 - Extensão Serpa

Dezembro 11, 2006

Cine’Eco em Serpa

O Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela descentraliza, este ano, a sua edição a terras do sul, designadamente a Serpa e Albufeira.
Trata-se de um certame que se tem afirmado no panorama nacional e internacional, sendo considerado dos melhores festivais europeus de cinema de ambiente, dada a qualidade dos filmes a concurso, que habitualmente são enviados de todos os cantos do mundo.
Assim, de 11 a 15 de Dezembro, o cineteatro de Serpa vai receber a maioria da programação do CineEco, que recebeu o Prémio Nacional do Ambiente 2006, com horários para escolas e público em geral.
Ainda no dia 11, pelas 19 horas, Lauro António participa na mesa-redonda “Bom Cinema e Bom Ambiente”.
O Cine Eco é promovido pela Inatel de Beja e a Câmara Municipal de Serpa.

Programação

Dia 11 – Segunda-feira
10h00
PEIXE FRITO, de Ricardo George de Podestá, Brasil, 2006, 7’;
QUANDO A ECOLOGIA CHEGOU, de Pedro Novaes, Brasil, 2006, 50’
15h00
OS QUATRO ELEMENTOS, de Janek Pfeifer e Joaquim Pavão, Portugal, 2006, 20’;
AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, 2006, 80’ Prémio Lusofonia e Menção Honrosa do Júri da Juventude
18h00
OVAS DE ORO, de Manuel Gonzales, Chile, 2005, 63’;
19h00
MESA REDONDA: “Bom Cinema e Bom Ambiente” – Com Lauro António
21h30
FERIDAS ATÓMICAS, de Marc Petitjean, França, 2005, 52; Menção Honrosa / Grande Prémio do Júri da Juventude
O ATAQUE DO TIGRE, de Sasha Snow, Rússia, Inglaterra, 2005, 62’ Grande vencedor do CineEco 2006 e Menção Honrosa pelo Júri da Juventude

Dia 12 – Terça-feira
10h00
BARTÓ, de Luís Botosso e Thiago Veiga, Brasil, 2005, 7’;
KIARASA YO SATI, O AMENDOIM DA CUTA, de Komoi Panará e Paturi Panará, Brasil, 2005, 81’ 2 Menções Honrosas: Júri Internacional e do Júri da Juventude
15h00
OURO BRANCO – O VERDADEIRO PREÇO DO ALGODÃO, de Sam Cole, Itália, 2005, 8’; Prémio “Educação Ambiental”
O PROFETA DAS ÁGUAS, de Leopoldo Nunes, Brasil, 2005, 83’
18h00
GIOVANNI E O MITO IMPOSSÍVEL DAS ARTES VISUAIS, de Ruggero Di Maggio, Itália, 2006, 19’; Prémio “Camacho Costa” e Melhor Curta-Metragem, pelo Júri da Juventude
49, de Ichiro Iwano, Japão, 2006, 10’; Melhor Animação pelo Júri da Juventude
TERRA EM MOVIMENTO, de Michele Citoni, Ângela Landini, Ettore Sinlschlchi, Itália, 2006, 80’

Dia 13 – Quarta-feira
10h00
O CORREDOR DESCALÇO, de Filipe Y, Portugal, 2006, 4’;
ÁGUAS AGITADAS, de Bernardo Ferrão, Portugal, 2005, 30; Prémio “Água”
DA PELE À PEDRA, de Pedro Sena Nunes, Portugal, 2005, 40’ Menção Honrosa
18h00
O CERCO, de Nacho Martn e Ricardo Iscar, Espanha, 2005, 12’;
NANDINI, de Helle Ryslinge, Dinamarca, 2006, 57’
21h30
CARPATIA, de Andrzej Klamt e Ulrich Rydzewski, Alemanha, 2005, 127’;

Dia 14 – Quinta-feira
10h00
O FOLE – UM OBJECTO DO QUOTIDIANO RURAL, de Carlos Eduardo Viana, Portugal, 2006, 33’;
RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO, de João P. Fernandes, João Dias, Nelson Silva, Portugal, 2006, 20’
15h00
BRASIL, de Ângelo Lima, Brasil, 2006, 8’;
DOUTOR ESTRANHO AMOR (ou como aprendi a amar o preservativo), de Leonor Areal, Portugal, 80’
18h00
OS CARANGUEJOS DE CAPE MAY, de Annie Tellier, Canadá, 2005, 7’;
O PICADOR DE PEDRA, de Branko Istvancic, Croácia, 2005, 20’;
OS REFUGIADOS DO PLANETA AZUL, de Jean-Philippe Duval e Héléne Choquette, Canadá, 2006, 53’ Prémio Humanidade pelo Júri da Juventude
21h30
A REVOLUÇÃO DOS CARANGUEJOS, de Arthur de Pins, França, 2005, 5’;
TESHUMARA, AS GUITARRAS DA REVOLTA TUAREG, de Jérémie Reichnbach, França, 2005, 51’;
O CAVALO OPERÁRIO, de Alain Marie, França, 2005, 62’; Prémio “Antropologia Ambiental”

Dia 15 – Sexta-feira
15h00
GANGES: RIO PARA O PARAÍSO, de Gayle Ferraro, EUA, 2005, 78’;
GHARAT, de Pankas Rishi Kumar, Índia, 2005, 40;
18h00
O FUMO, de Vladimir Perivic, Montenegro, 2006, 26’;
GAMBIT, de Sabine Giseger, Suiça, Finlândia, 2005, 107’

Arquivado em: Cultura por: claudioj @ 10:42 pm
In “Alentejo Magazine”

Saturday, December 16, 2006

CINE ECO EM ALBUFEIRA


CINE’ECO NO ALGARVE PELAS MÃOS
DO INATEL E DE LAURO ANTÓNIO

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, mais conhecido como “Cine’Eco”, é uma iniciativa que a Câmara Municipal de Seia, através da sua empresa municipal e em parceria com várias entidades, tem vindo a realizar, anualmente, em meados de Outubro, desde 1995. Trata-se de um certame que se tem afirmado no panorama nacional e internacional, sendo considerado dos melhores festivais europeus de cinema de ambiente, dada a qualidade dos filmes a concurso, que habitualmente são enviados de todos os cantos do mundo. O Festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura, tem uma componente competitiva mas contempla, igualmente, vários ciclos de cinema, além de um conjunto de outras iniciativas paralelas, como sejam exposições, concertos e palestras.
A presença em Seia durante os 10 dias em que decorre o festival de realizadores, actores e outras figuras do mundo do espectáculo, costuma ser também um factor positivo para uma cidade situada no interior do país.
No intuito de alargar a iniciativa a outros locais foram criadas várias extensões daquele festival, uma delas em Albufeira, com o apoio do INATEL. Foi assim que durante quatro dias, decorreu, na Sala Vasco da Gama, do Centro de Férias do INATEL em Albufeira, um ciclo de cinema dedicado ao Ambiente. Em Albufeira foram visionados 20 filmes, escolhidos entre cerca de seis dezenas os quais foram apuradas para o Cine’Eco 2006.
Salienta-se que este Festival tem, cada vez mais adeptos, tendo sido recepcionados, para a edição de 2006, mais de 400 filmes. António Colaço, delegado regional do Inatel nos distritos de Beja e Faro, justificou a iniciativa dizendo: «o ordenamento do território e os problemas ambientais são pontos importantes para o desenvolvimento do Algarve. Consideramos que trazer preocupações ambientais que se fazem sentir noutros países, é um elemento importante para que os algarvios tenham uma maior noção dos problemas ambientais à escala global. Vamos também fazer um esforço para levar estas projecções ao interior do concelho», concluiu. Lauro António, director técnico do Cine’Eco, reiterou a motivação veiculada por António Colaço e explicou que «este ano, a ideia foi criar extensões em vários pontos do país». Quanto às temáticas
apresentadas, é importante referir que todas elas gravitam em torno da água, principalmente nos países africanos; da ocupação do território; da poluição e da relação entre o homem e o meio. Saliente-se ainda que este festival recebe curtas, médias e longas-metragens, de animação, ficção e documentários, havendo ainda espaço para os clássicos e grandes produções cinematográficas. De entre os 60 filmes apurados para a edição de este ano, o júri atribuiu dois grandes prémios: o Prémio Especial de Lusofonía, ao filme “Ainda Há Pastores?” de Jorge Pelicano, (Portugal, 2006); considerado a melhor obra a concurso, produzida e realizada em país lusófono; e o Grande Prémio – Câmara Municipal de Seia, ao filme “ O Ataque do Tigre” (Conflict Tiger) do realizador Sasha Snow (Rússia, 2005), atribuído à obra que é considerada a melhor entre todas as presentes a concurso, em qualquer categoria de temática ambiental.

“Ainda Há Pastores?”
Jorge Pelicano Nasceu em 1977 na Figueira da Foz. É licenciado em Comunicação e Relações Públicas e, actualmente, frequenta o 2º ano de Mestrado em Comunicação e Jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É repórter de imagem freelancer para a SIC televisão, desde 2001. “Ainda há Pastores” é o seu primeiro filme documentário a concurso, o qual tem uma duração de 80 minutos. Sinopse: “Há lugares que quase não existem, como Casais de Folgosinho, que nem sequer é um lugar. Não há luz eléctrica, não corre água canalizada, não há estradas. Perde-se no silêncio de um vale entre as montanhas da Serra da Estrela. Em tempos foi um autêntico santuário de pastores. Hoje os velhos morrem, e os novos fogem da dura sina de ser pastor. 365 dias por ano. Hermínio, 28 anos, contraria o fim. Dizem que é o pastor mais novo, mas também o mais doido. O futuro de Hermínio é inquietante. Até quando o jovem Hermínio será pastor? Mas...ainda há pastores?”
“O Ataque do Tigre”
Sasha Snow é fotógrafo de arquitectura antes de surgir como montador na BBC, em 1991. Em 1997 ganha o BAFTA/Post Office Scholarship para Melhor Filme de Estudante, com “Peace Under A Power Station”, enquanto estuda realização documental The National Film & Television School. Em 2002 diploma-se com o seu primeiro filme rodado na Rússia, “A St. Petersburg Symphony”. Seguem-se ‘Arctic Crime & Punishment’ e ‘Conflict Tiger’, este último, a concurso no Cine’Eco 2006 tem uma duração de 61 minutos. Sinopse: “Nas florestas do Leste Russo, um caçador inexperiente e insensato provoca uma infame série de ataques de tigres nas pessoas do vilarejo. As autoridades locais convocam os serviços de Yuri Trush, um especialista em seguir e eliminar os tigres que perderam o seu medo do homem. “Conflict Tiger” mostra a mais notável perseguição de Yuri a um tigre comedor de gente como base de um documentário de suspense…”
In “Notícias de Albufeira”, 15 de Dezembro de 2006


Sunday, October 29, 2006

O Ataque do Tigre”
do realizador russo Sasha Snow
foi o grande vencedor
do Festival de Seia -
Cine’Eco 2006


O Filme “O Ataque do Tigre” (Conflict Tiger) do realizador russo Sasha Snow é o grande vencedor do Cine’Eco 2006 – XII Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, que se realizou em Seia de 20 a 29 de Outubro.“O Ataque do Tigre” fala de um caçador inexperiente e insensato, que nas florestas do Leste Russo, provoca uma infame série de ataques de tigres nas pessoas do vilarejo. As autoridades locais convocam os serviços de Yuri Trush, um especialista em seguir e eliminar os tigres que perderam o seu medo do homem. O filme mostra a mais notável perseguição de Yuri a um tigre comedor de gente como base de um documentário de suspense.Sasha Snow era fotografo de arquitectura antes de surgir como montador na BBC, em 1991. Em 1997 ganha o BAFTA/Post Office Scholarship para Melhor Filme de Estudante, com “Peace Under A Power Station”, enquanto estuda realização documental The National Film & Television School. Em 2002 diploma-se com o seu primeiro filme rodado na Rússia, “A St. Petersburg Symphony”. Seguem-se ‘Arctic Crime & Punishment’ e ‘Conflict Tiger’. “O Ataque do Tigre” arrecada assim o Grande Prémio Cine’Eco atribuído pela Câmara Municipal de Seia, no valor de € 3.750 Euros, além da campânula de ouro, símbolo máximo do festival.
Outro dos grandes vencedores do festival é o filme “Ainda Há Pastores?” de Jorge Pelicano, que ganhou o prémio Lusofonia, (que é visto como o segundo melhor prémio do Cine’Eco) no valor de € 2.500 Euros e a respectiva campânula.O filme, considerado a melhor obra a concurso, produzida e realizada em país lusofono, retracta a vida de Herminio, um jovem pastor de 28 anos nos casais de Folgosinho, em plena Serra da Estrela, onde não há luz eléctrica, não corre água canalizada, não há estradas. “Um lugar que se perde no silêncio de um vale entre as montanhas da Serra, que em tempos foi um autêntico santuário de pastores. Contudo, Hermínio contraria o fim. Dizem que é o pastor mais novo, mas também o mais doido. O futuro de Hermínio é inquietante. Até quando o jovem Hermínio será pastor? Mas...ainda há pastores?”O Prémio “Educação Ambiental” foi atribuído ao filme “Ouro Branco – O Verdadeiro Preço do Algodão” de Sam Cole (Reino Unido, 2005), por ter sido considerada a obra que melhor abordou, do ponto de vista didáctico - pedagógico os temas a concurso.O Prémio “Água” foi para o filme “Águas Agitadas” do jornalista da SIC Bernardo Ferrão (Portugal, 2005) por ser a obra a concurso a promover melhor o tema dos recursos hídricos.“Uma Alquimia em Verde”, de Dave Dawson (Nova Zelândia, 2005) venceu o prémio “Vida Natural”, por ser a obra a concurso que no entender do júri melhor promove o tema da conservação da natureza e da bio-diversidade.O Prémio “Polis” foi atribuído ao filme “Atingido” do realizador Michael Trabitzsch (Alemanha, 2005/2006), por ter sido considerado o melhor a promover o tema da requalificação urbana e valorização ambiental.O Prémio “Antropologia Ambiental” foi atribuído ao documentário “O Cavalo Operário” de Alain Marie (França, 2006) por ser a obra a concurso que melhor promove o tema da inserção do homem no seu quotidiano.O Prémio Vídeo Não Profissional foi conquistado pelo filme “Muitchareia” de Uliana Duarte (Brasil, 2006).O Prémio “Camacho Costa” foi para o filme “Giovanni e o Mito Impossível das Artes Visuais”, de Gabriele Gismondi & Ruggero Di Maggio (Itália, 2005).O Júri Internacional presidido pelo Professor Fernando Catarino atribuiu ainda Menções Honrosas aos seguintes filmes: - “O Amendoim da Cutia” de Komoi Panará e Paturi Panará (Brasil, 2005); “Da Pele à Pedra”, de Pedro Sena Nunes (Portugal, 2005); “Feridas Atómicas” de Marc Petitjean (França, 2005);O Júri da Juventude atribuiu por sua vez os seguintes prémios:“Grande Prémio” para o filme “Feridas Atómicas” de Marc Petitjean (França, 2005);“Melhor Animação” para o filme de animação “49”, de Ichiro Iwano (Japão, 2006);“Prémio Verde” para o filme “Uma Alquimia em Verde”, de Dave Dawson (Nova Zelândia, 2005);“Melhor Curta metragem” para o documentário “Giovanni e o Mito Impossível das Artes Visuais”, de Gabriele Gismondi & Ruggero Di Maggio (Itália, 2005);“Prémio Verdade Inconveniente” ao filme “Os Filhos da Montanha” de Juan S. Betancor (Espanha, 2005);“Prémio Humanidade” ao filme “Os Refugiados do Planeta Azul” de Jean Philippe Duval e Heléne Choquette (França e Canadá, 2006);Menções Honrosas para: “O Ataque do Tigre”, do realizador Sasha Snow (Russia, 2005); “Terras A Separam-se: Uma Saga Islandesa” de Zoltán Török (Hungria e Suécia, 2005); “Ouro Branco” de Sam Cole (Reino Unido, 2005); “H2O – Água à Venda”, de Leslie Frank (Alemanha, 2005) e “Ainda Há Pastores?” de Jorge Pelicano (Portugal, 2006).
Comunicado do Festival.

Friday, October 20, 2006

BLOGS QUE APOIAM O CINE ECO

Blogs amigos que apoiam o Cine Eco
"
"Montanha", de João Baptista



"Gola Alta", de Sony Hari



"Divas & Contrabaixos", de MRF


"Hoje há Conquilhas", de Tomás Vasques


"Blogotinha", de Botinha

"Confidências", de Xilla

Thursday, October 19, 2006

Sunday, October 15, 2006

Apresentação da edição XII

CINE ECO 2006

Bom Cinema e Bom Ambiente. Sempre!

1.
Décima segunda edição do único Festival de Cinema dedicado ao Ambiente que se realiza em Portugal, de forma sistemática e consecutiva. Doze anos de muito trabalho, persistência, dedicação, que transformaram este certame num nome respeitado e consagrado a nível nacional, europeu e mundial. Vamos então ver como se concretizam estas conclusões. Não falamos por falar, gostamos de confirmar o que dizemos. Tudo o que se diz se confirma, não com opiniões, mas com factos. A nós bastam-nos os factos, para confirmar o que dizemos. As opiniões podem ser clarividentes ou cretinas. Não valem o mesmo, mas em democracia, nesta natureza que defendemos e prezamos, tanto zurra um burro como chilreia um passarinho. Depois cada um ouve do que mais gosta, sabendo-se, no entanto, que vozes de burro não chegam ao céu. Ficam onde medram. Aí mesmo. Já os factos são inquestionáveis. Falam por si.

2.
Consagrado a nível nacional

A Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente atribuiu o
PRÉMIO NACIONAL DE AMBIENTE (FERNANDO PEREIRA) 2006
ao CINEECO Festival Internacional de Cinema e Vídeo do Ambiente da Serra da Estrela

Na altura em que soube desta distinção, escrevi no meu blog: “Parabéns a todos o que me têm ajudado a transformar este festival no único festival português de ambiente, com doze anos de idade, e prestígio crescente, quer a nível nacional quer a nível internacional. Parabéns também a todos os que nele acreditaram, e nele colaboraram como criadores de obras a concurso, como jurados, como convidados, como amigos. Parabéns também aos que nunca acreditaram, aos que invejaram e maltrataram, aos “velhos do Restelo” que os há em todas as praias, mesmo onde não há praias, e ainda aos que mesquinhamente tentaram/tentam/tentarão destruir uma obra erguida com abnegação e muito amor: Sem o seu incentivo, tudo teria sido mais difícil. Parabéns aos companheiros de sempre, os presentes, os futuros e a alguns que ficaram pelo caminho. Não os esqueceremos. Obrigado pelas próximas edições, que serão cada vez melhores, e mais inspiradoras. À Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente não agradeço. Julgo que se não merecêssemos, não teríamos ganho. Se ganhámos com merecimento, não agradecemos. Apenas dizemos que o estímulo nos faz crescer, nos responsabiliza mais. Um Prémio Nacional do Ambiente é algo que só acarreta responsabilidades.
(Em nota esclarecedora: A CPADA (Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente) é a maior organização ambientalista do nosso País, integrando 110 ADA/ONGA (Associações de Defesa do Ambiente/Organizações Não Governamentais de Ambiente) de âmbitos Nacional, Regional e Local, de grande diversidade temática (conservação da natureza, ordenamento do território, património construído, ambiente urbano, transportes alternativos, bem estar animal, agricultura biológica, educação ambiental e actividades específicas, como espeleologia, montanhismo, escutismo e cicloturismo), espalhadas no Continente e Regiões Autónomas, que representam, no seu todo, muitas dezenas de milhar de associados.)
O Prémio foi entregue no dia 28 de Julho de 2006, Dia Nacional da Conservação da Natureza, no Museu da Água, em Lisboa.

3.
Consagrado a nível nacional

Por solicitação de algumas entidades, espalhadas pelo País, têm sido constantes as colaborações do Cine Eco, em Extensões do Festival, Semanas de Ambiente, Dias do Ambiente, para lá de contribuições para Municípios, Escolas e Universidades, através de vários trabalhos de alunos, ou integrando painéis de debates. Muito nos apraz poder ter contribuído, por pouco que seja, para duas causas que tanto nos apaixonam, O cinema e o ambiente. “Bom Cinema e Bom Ambiente” tem sido o lema deste festival. Um Bom Ambiente que se estende igualmente ao prazer de estar entre amigos, o que parece ser uma das características deste gente beirã, que recebe e dá fraternidade, que nos acolhe todos os anos com a mesma amizade com que aqui voltamos.
Este ano, para que se saiba, e até Janeiro de 2007, o Cine Eco tem extensões previstas para Lisboa (Museu da Água), Madeira (Centro de Arte Moderna Casa das Mudas), Açores (Secretaria Regional de Ambiente), Beja e Albufeira (Inatel), Portalegre e Nisa (Cine Clube do Alto Alentejo), Aveiro (Teatro Aveirense). Estão em perspectivas outras extensões. Se contabilizarmos os espectadores, a projecção do nome do Festival e de Seia, seremos seguramente um dos mais influentes festivais portugueses e um dos melhores propagandistas de Seia e da Serra da Estrela.

4.
Consagrado a nível internacional

Já era sabido: o Cine Eco é membro fundador da Associação de Festivais de Cinema de Meio Ambiente (EFFN - Environmental Film Festival Network), de colaboração com o Festival Internacional de Cinema del Medi Ambient, de Sant Feliu de Guixols, Barcelona (Espanha), o Eco Cinema, International Film Festival (Grécia), o Cinemambiente, Environmental Film Festival, de Turim (Itália), a que se acrescentaram mais alguns no último ano, como o festival da República Checa. O que foi novidade neste ano de 2006 foi a criação de um prémio para a Melhor Obra ambientalista do ano, o “Prémio do Festival dos Festivais” (espécie de Óscar da categoria), este ano atribuído em Goiás pela Associação de Festivais de Cinema de Meio Ambiente, com a participação do Cine Eco no seu comité organizador e no Júri Internacional, e que escolheu o título vencedor. Que estará presente a concurso nesta edição do Cine Eco 2006. Acrescente-se ainda que em 2007 será o Cine Eco a albergar a atribuição deste prémio.
Para lá deste facto, o Cine Eco estreita laços de colaboração cada vez mais fecunda e fraterna com o FICA, de Goiás, Brasil (o que permitiu já a criação de uma geminação entre as cidades de Seia e de Goiás), estabelecendo novas parcerias, como com o Festival de Ambiente de Washington, um dos mais prestigiados do mundo, de quem recebemos no ano passado a visita de um dos principais colaboradores como membro do Júri. Além destes novos laços não esquecemos os já existentes com o Vizionária, International Video Festival, de Siena (Itália) e o Wild and Scenic Environmental Film Festival, de Nevada City (EUA).
Este ano, acrescenta-se um facto relevante: por iniciativa do Cine Eco, de colaboração com o FICA de Goiás (Brasil), e o futuro Festival Internacional de Cinema e Vídeo do Ambiente da Cidade do Mindelo (Cabo Verde) vai ser criada uma “Plataforma Atlântica de Festivais de Cinema e Vídeo o Ambiente”, que poderá ter um importante papel na criação e incentivo de relações culturais, cinematográficas e ambientais entre povos de três continentes, sobretudo entre povos irmãos de três continentes.
Cremos que não poderemos aspirar a muito mais, a não ser aspirar sempre a mais e melhor. Tanto mais que onde quer que o nome do Cine Eco seja referido, é referido sempre com admiração e respeito.
5.
Consagrado a nível internacional

No ano passado, o Cine Eco batera todos os records de participação: mais de quatrocentas obras concorreram, cerca de quatro dezenas e meia de países enviaram obras, desde o Irão ao Chile, da Índia os Estados Unidos, da Estónia a África do Sul, passando por quase toda a Europa. Este ano voltámos a andar pelos mesmos números. Dessa cerca de quatro centenas de obras, numa primeira selecção escolheram-se 97 que teriam toda a justificação para integrarem a selecção deste festival. Infelizmente não foi possível incluir todas na selecção e houve que fazer uma segunda selecção, que ainda assim deixa em discussão cerca de seis dezenas de obras, a maior parte das quais premiada nos mais diversos festivais internacionais. Diga-se ainda que Seia tem apresentado em estreia no nosso País, muitas obras que aparecem depois noutros festivais nacionais com grande e merecido destaque (a inversa também é verdade, e achamos muito bem que assim seja: o que é bom deve ser visto pelo maior número possível de espectadores!).
Este ano vamos apresentar obras de cerca de vinte países, depois de termos visto imagens provenientes de mais de quarenta. Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, Croácia, Dinamarca, Espanha, EUA, Quénia, França, Holanda, Índia, Inglaterra, Irão, Israel, Itália, Japão, Montenegro, Nova Zelândia, Portugal, Rússia, Inglaterra, Suiça e Venezuela são os 24 países representados a concurso. Podem acreditar que para muitos destes concorrentes, integrar a lista final deste certame é algo realmente prestigiante. Basta ver muitos dos sites das obras e notar o destaque dado a esta presença. O que atesta obviamente uma clara consagração do certame a nível internacional.

6.
Obras a Concurso

Entre os títulos a concurso, contando curtas, médias e longas-metragens, obras de ficção e documentarismo, imagem real e animação, teremos:
ÁGUAS AGITADAS, de Bernardo Ferrão, AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, THE BAREFOOT RUNNER, de Filipe Y, DA PELE À PEDRA, de Pedro Sena Nunes, DOUTOR ESTRANHO AMOR (ou como aprendi a amar o preservativo), de Leonor Areal, O FOLE – UM OBJECTO DO QUOTIDIANO RURAL, de Carlos Eduardo Viana, LIXO, de Mário Carvalho Gajo, OS 4 ELEMENTOS, de Janek Pfeifer e Joaquim Pavão; RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO, de João P. Fernandes, João Dias, Nelson Silva, RUA 15 – SÂO JOÃO, de António Barreira Saraiva, VIDA É MUDANÇA - LIFE IS CHANGE, de Eduardo Morais de Sousa, todos de Portugal.
Do Brasil, outro forte contingente: AVÀ-CANOEIRO, A TEIA DO POVO INVISÍVEL, de Mara Lúcia Alencastro Veiga; BARTÓ, de Luís Botosso e Thiago Veiga; BRASIL e É DA RAIZ, ambos de Ângelo Lima; KIARASA YO SATI, O AMENDOIM DACUTIA, de Komoi Panará e Paturi Panará, MUITCHAREIA, UM PASSEIO PELO SÃO FRANCISCO, de Uliana Duarte, PEIXE FRITO, de Ricardo George de Podestá, O PONTAL DO PARANAPANEMA, de Chico Guariba, O PROFETA DAS ÁGUAS, de Leopoldo Nunes, QUANDO A ECOLOGIA CHEGOU, de Pedro Novaes, e ainda SOS AMAZÓNIA, de Pedro Saldanha Werneck.
Da Alemanha, ATINGIDO! (SHOOT BACK!), de Michael Trabitzsch e Katharina Kiecol, CARPÁTIA, de Andrzej Klamt e Ulrich Rydzewski, CHARLES JENCKS E O SEUI JARDIM DE ESPECULAÇÃO CÓSMICA - NOVOS JARDINS – IM KOSMOS VON CHARLES JENCKS, de Christoph Schuch, H2= UP FOR SALE, de Leslie Franke e Hermann Lorenz e WUTE UND WIEBKE, de Leonore Poth.
De Espanha: O CERCO, de Nacho Martn e Ricardo Iscar, CIDADE DORIDA, de Henrique Rodriguez, FILHOS DA MONTANHA DE PRATA, de Juan S. Batancor, DE PUNA A MANU, MEMÓRIA INCA, de Alfonso Martinez, (Espanha, Peru).
De França: O CAVALO OPERÁRIO, de Alain Marie, FERIDAS ATÓMICAS, de Marc Petitjean,
OS HERDEIROS DO GUARANA, de Denecheau Remi, (França, Brasil), A REVOLUÇÂO DOS CARANGUEJOS, de Arthur de Pins, TESHUMARA, AS GUITARRAS DA REBELIÃO TUAREG, de Jérémie Reichnbach ou OS TOMATES ENFURECEM-SE, de Andréa Bergala.
De Itália: GIOVANNI E O MITO IMPOSSIVEL DAS ARTES VISUAIS, de Ruggero Di Maggio, OURO BRANCO - A VERDADE SOBRE O QUANTO CUSTA O ALGODÃO, de Sam Cole e TERRA EM MOVIMENTO, de Michele Citoni, Ângela Landini, Ettore Sinlschlchi.
Da Nova Zelândia: UMA ALQUIMIA EM VERDE, de Dave Dawson; da Rússia (e Inglaterra), O ATAQUE DO TIGRE de Sasha Snow, da Dinamarca, UM CAMINHO PARA A PARA A PAZ INTERIOR, de Charlotte Rosenberg Ishoy, e NANDINI, de Helle Ryslinge, do Montenegro, FUMO, de LOS LIMULES DE CAPE MAY, de Annie Tellier, e OS REFUGIADOS DO PLANETA AZUL, de Jean-Philippe Duval e Héléne Choquette, da Holanda CONDUZIDO PELO VENTO, de Janna Dekker, e REPRESAS DE AREIA NO KITUI-KITUI SAND DAMS, de Eva Zwart e Hans van Westerlaak; de Inglaterra, DISSOLUÇÂO, de Milesh Bell- Corsia, da Suiça-Finlandia, GAMBIT, de Sabine Giseger, dos EUA, GANGES: RIO PARA O CÉU, de Gayle Ferraro, da Índia, GHARAT, de Pankas Rishi Kumar, da Venezuela, A MINHA HISTÓRIA É A TUA HISTÓRIA, Colectivo, da Suiça, NAKKALA, de Peter Ramseier, do Chile, OVAS DE OURO, de Manuel Gonzales, da Croácia, O PICADOR DE PEDRA, de Branko Istvancic, do Japão, 49, de Ichiro Iwano, e da Hungria, TERRAS SEPARADAS (An Icelandia Saga), de Zoltan Torok.

7.
Secções Paralelas
Outras Terras, Outras Gentes

Mantendo uma tradição que vem desde a sua primeira edição, o “Cine Eco” apresenta uma secção paralela, “Outras Terras, Outras Gentes”, que pretende difundir um cinema alternativo, de origem não muito habitual no nosso país. Este ano a selecção incidiu sobre
A COMÉDIA DO PODER, de Claude Chabrol (França), A LULA E A BALEIA, de Noah Baumbach (EUA), ROMANCE & CIGARROS, de John Torturo (EUA), OS AMANTES REGULARES, de Philippe Garrel (França), MARIA MADALENA, de Abel Ferrara (Itália, EUA), MATCH POINT, de Woody Allen (EUA), VOLTAR, de Pedro Almodovat (Espanha), e SONHAR COM XANGAI, de Xiaoshuai Wang (China).

8.
Cinema e Ambiente

Num festival de Cinema e Ambiente não poderiam faltar as obras que anualmente, no circuito comercial, abordam esta temática. Devemos, no entanto, sublinhar um aspecto curioso que vem demonstrar um interesse crescente por estes problemas, no interior da própria grande indústria cinematográfica mundial. Se há doze anos era difícil encontrar um bom filme abordando temas e situações directamente ligadas com o ambiente, agora encontram-se com facilidade uma dúzia de obras que anualmente se interessam pela temática, desde o documentário politicamente interveniente de Al Gore, até ao filme documentando a vida natural, desde a superprodução fantasista onde a cobiça dos homens põe em causa a harmonia terrestre, até à superprodução histórica que recupera choques de mundos e de mentalidades, através dos quais se prenunciam desastres ambientais e culturais. Isto para não falar de muitos outros títulos, abertamente ambientalistas, que reunimos numa outra secção sobre “Guerras, terrorismos, luta de poder, dólares e petróleo”. Para já, nesta abordagem sobre “Cinema e Ambiente” poderemos ver GENESIS, de Claude Nuridsany, Marie Pérennou (França, Itália), O NOVO MUNDO, de Terence Malick (EUA), A MARCHA DOS PINGUINS, de Luc Jacquet (França), GRIZZLY MAN, de Herner Herzog (EUA), A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS, de Isabel Coixet (Espanha), SUPER-HOMEM: O REGRESSO, de Bryan Singer (EUA), UMA VERDADE INCONVENIENTE, de Davis Guggenheim (EUA).

9.
Guerras, terrorismos, luta de poder, dólares, violência e petróleo

Uma das maiores catástrofes que ameaçam de forma continuada o planeta, é a cobiça, a rapina, a luta pelo poder (quer este seja político, militar, social, mas tendo por base sempre aspectos de ordem económica, com o controle dos campos de petróleo à cabeça). Da guerra convencional ao terrorismo internacional, passando pelas mais diversas e diabólicas formas de violência, tudo se procura justificar, em nome de um Deus, de vários Deuses, da Pátria, da Humanidade, de Valores, da Justiça, para assim se destruir, matar, assassinar, chacinar, escurecer os horizontes com a cinza da poeira radioactiva, das bombas de napalm, da guerra bacteriológica, que as televisões de todo o mundo transmitem em directo, em infra vermelhos, como se de um mortífero jogo vídeo se tratasse. Em nome de Deus ou de Maomé se mata. Filmes como COLISÃO (Crash), de Paul Haggis (EUA, Alemanha, 2004); O PARAÍSO, AGORA (Paradise Now), de Hany Abu-Assad (França, Alemanha, Holanda, Israel, 2005); O FIEL JARDINEIRO (The Constant Gardener), de Fernando Meirelles (Inglaterra, Alemanha, 2005);
SYRIANA (Syriana), de Stephen Gaghan (EUA, 2005); MIAMI VICE de Michael Mann (EUA, 2006); VOO 93 (United 93), de Paul Greengrass (EUA, Inglaterra, França, 2006); INFILTRADO (Inside Man) de Spike Lee (EUA, 2006) ou UMA HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA (A History of Violence), de David Cronenberg (EUA, Alemanha, 2005) mostram até que ponto o nosso tempo é mártir, até que ponto se sofre em nome do inominável, do ignominioso. A vergonha do ambiente, quando se luta por um bom ambiente. Por isso aqui fica este ciclo, a lembrar que o cinema não esquece.
10.
Cinema Português

O cinema português não foi obviamente esquecido, como sempre acontece, sendo projectadas duas das mais interessantes longas-metragens documentais recentemente estreadas em salas portuguesas (para lá de um número muito significativo de curtas, médias e longas metragens documentais que se exibem a concurso). As longas-metragens são OS LISBOETAS, de Sérgio Tréffaut, e DIÁRIOS DA BÓSNIA, de Joaquim Sapinho.

11.
Clássicos

O bom ambiente ganha-se com bom cinema. Bom cinema que os clássicos testemunham de forma brilhante. Três filmes inigualáveis foram escolhidos para representarem épocas de ouro da história do cinema, e de cineastas marcantes: AURORA (Sunrise: A Song of Two Humans), de F.W. Murnau (EUA, 1927); O LEOPARDO (Il Gattopardo), de Luchino Visconti (Itália, França, 1963); PROFISSÃO: REPORTER (Professione: Repórter), de Michelangelo Antonioni (Itália, França, Espanha, EUA, 1975).

12.
Só Animação
Como sempre as crianças não foram esquecidas. Longas-metragens de animação “animam” as manhãs do festival com casas cheias de jovens que, muitas vezes, estreiam aqui as suas idas ao cinema. O CASTELO ANDANTE (Hauru no ugoku shiro), de Hayao Miyazaki (Japão, 2004); A CASA FANTASMA (Monster House), de Gil Kenan (EUA, 2006); PULAR A CERCA (Over the Hedge), de Tim Johnson, Karey Kirkpatrick (EUA, 2006); BAMBI 2 - O GRANDE PRÍNCIPE DA FLORESTA (Bambi II), de Brian Pimental (EUA, 2006) e SELVAGEM (The Wild), de Steve 'Spaz' Williams são as propostas.

13.
Actividades Paralelas

Entre as actividades paralelas previstas para acompanharem o Cine Eco 2006, deve referir-se o concerto de abertura, com Wanda Stuart (acompanhada ao piano por Mário Rui) com base em canções de filmes e de peças de teatro musicais, daquelas que fizeram as delícias de gerações e mantêm a frescura de sempre. Na voz de uma das melhores intérpretes portuguesas deste tipo de música. De notar ainda a exposição de fotografia de José Carlos Calado.

14.
Júris

A todos quantos colaboram nesta edição, o nosso agradecimento muito especial, sobretudo a todos os realizadores e produtores participantes no concurso, bem como os elementos que integram o Júri Internacional e o Júri da Juventude. A Fernando Catarino (Presidente do Júri e nosso especial homenageado este ano), Artur Manuel Freire de Abreu, Florbela Oliveira, Lilly Caneças, Maria Elisa França Rocha, Márcia Guerra, Maria do Rosário Fardilha de Girardier, Panayiotis Sarantopulos, Paula Guedes, Rosa Coutinho Cabral e Violeta Figueiredo, que constituem um júri internacional, diversificado mas integrador na sua luta pelo bom cinema e o bom ambiente, o nosso muito obrigado pela disponibilidade manifestada. Quanto aos jovens que se preparam para integrar os Júris Internacionais do futuro, um forte abraço de amizade que se quer sobretudo um incentivo para as carreiras que nalguns casos iniciam, mas sobretudo para as paixões que os incendeiam já. Não deixem morrer a paixão, qualquer que ela seja. Pelo cinema, pela arte, pela vida, pelo ambiente, pelo amor, pela amizade, pela dignidade humana…
Sem a preciosa presença de todos, esta edição não teria a qualidade e o prestígio que a tornam irrepetível. Como sempre.

Lauro António
(director técnico do Cine Eco)

Saturday, October 14, 2006

CINE ECO: JÚRIS

JÚRI INTERNACIONAL

Fernando Catarino
(Presidente)

Artur Manuel Freire de Abreu

Florbela Oliveira
Lily Caneças
Lisa França (Brasil)
Márcia Guerra (Brasil)
Maria do Rosário Fardilha de Girardier
Panayiotis Sarantopoulo (Grécia)
Paula Guedes
Rosa Coutinha Cabral
Maria Violeta Figueiredo

JÚRI JUVENTUDE

Ana Cláudia Cardoso Ferrão

Ana Rita Henriques
Cátia Brito
Helena Ferreira Santos Lopes
João Simão
José Manuel Chaves Cardoso
José Miguel Videira Jerónimo
Madalena Coutinho Cabral Lourenço
Marta Isabel Ferreira Neves
Ricardo Gomes
Rita Isabel Pires de Almeida
Rui Sousa Dias
Sónia Cristina Oliveira Gabriel

Thursday, October 12, 2006

PROGRAMAÇÃO DEFINITIVA 2006

CINE ECO 2006
CASA DA CULTURA
CINE TEATRO DE SEIA
PROGRAMAÇÃO



Dia 20 de Outubro de 2006
09,30
Animação:
PULAR A CERCA (Over the Hedge),
de Tim Johnson, Karey Kirkpatrick (EUA,2006);
Desenho animado; 83 min; M/ 4 anos.
14,30
Animação:
SELVAGEM (The Wild), de Steve 'Spaz' Williams
Desenho animado; 94 min;M/ 6 anos.
18,00
Outras Terras, Outras Gentes:
A COMÉDIA DO PODER (L’ Ivresse du Pouvoir),
de Claude Chabrol (França, 2006);
com Isabelle Huppert, François Berléand, Patrick Bruel,
Marilyne Canto, etc. 110 min; M/ 12 anos.
21,30
Guerra, Terrorismo & Dólares:
MIAMI VICE de Michael Mann (EUA, 2006);
com Colin Farrell,Jamie Foxx, Li Gong, etc. 134 min; M/ 12 anos.
24,00
Guerra, Terrorismo & Dólares:
INFILTRADO (Inside Man) de Spike Lee (EUA, 2006);
com Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Christopher Plummer,
Willem Dafoe, etc. 129 min; M/ 12 anos.

Dia 21 de Outubro de 2006
11,00
Animação:
O CASTELO ANDANTE (Hauru no ugoku shiro),
de Hayao Miyazaki (Japão,2004); Desenho animado;
119 min;: M/ 6 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
A MARCHA DOS PINGUINS (La Marche de l' Empereur),
de Luc Jacquet (França, 2005); 85 min; M/ 6 anos.
21,30
Abertura oficial.
Concerto com Wanda Stuart
24,00
Guerra, Terrorismo & Dólares:
UMA HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA (A History of Violence),
de David Cronenberg (EUA, Alemanha, 2005);
com Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris,
William Hurt, etc. 96 min; M/ 16 anos.

Dia 22 de Outubro de 2006
11,00
Animação:
A CASA FANTASMA (Monster House),
de Gil Kenan (EUA, 2006); Desenho animado; 91 min; M/ 6 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
GENESIS (Génesis),
de Claude Nuridsany, Marie Pérennou
(França, Itália, 2004); 81 min; M/ 6 anos.
18,00
Outras Terras, Outras Gentes:
ROMANCE E CIGARROS (Romance & Cigarettes),
de John Turturro (EUA, 2005);
com James Gandolfini, Susan Sarandon, Kate Winslet, Steve
Buscemi, Christopher Walken, etc. 115 min; M/ 12 anos.
21,30
Guerra, Terrorismo & Dólares:
VOO 93 (United 93), de Paul Greengrass
(EUA, Inglaterra,França, 2006);
com J.J. Johnson, Gary Commock, David Alan Basche,
Opal Alladin, etc.111 min; M/ 12 anos.

Dia 23 de Outubro de 2006
09,30
Animação:
SELVAGEM (The Wild), de Steve 'Spaz' Williams
Desenho animado; 94 min; M/ 6 anos.
14,30
Animação:
BAMBI 2 - O GRANDE PRÍNCIPE DA FLORESTA (Bambi II),
de Brian Pimental (EUA, 2006); Desenho animado;
72 min; M/ 4 anos.
18,00
Cinema Português:
LISBOETAS, de Sérgio Tréfaut (Portugal, 2004);
Documentário. 105 min; M/ 12 anos.
21,30
Cinema e Ambiente:
O MUNDO NOVO (The New World),
de Terrence Malick (EUA, 2005);
com Colin Farrell, Christopher Plummer,
Christian Bale, August Schellenberg etc.
135 min; M/12 anos.

Dia 24 de Outubro de 2006
09,30
Cinema e Ambiente:
SUPER-HOMEM: O REGRESSO (Superman Returns),
de Bryan Singer (EUA, Austrália, 2006);
com Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, James Marsden,
etc.154 min; M/ 12 anos.
14,30
Guerra, Terrorismo & Dólares:
MIAMI VICE de Michael Mann (EUA, 2006);
com Colin Farrell,Jamie Foxx, Li Gong,
etc. 134 min; M/ 12 anos.
18,00
Cinema Português:
DIÁRIOS DA BÓSNIA, de Joaquim Sapinho (Portugal, 2005);
Documentário. 82 min; M/ 12 anos.
21,30
Cinema e Ambiente:
UMA VERDADE INCONVENIENTE (An Inconvenient Truth),
de Davis Guggenheim (EUA, 2006); com Al Gore.
100 min; M/ 6 anos.
ou
O PARAÍSO, AGORA (Paradise Now),
de Hany Abu-Assad (França, Alemanha, Holanda, Israel, 2005);
com Kais Nashef, Ali Suliman, Lubna Azabal,
90 min; M/ 12 anos.

Dia 25 de Outubro de 2006
09,30
Cinema e Ambiente:
SUPER-HOMEM: O REGRESSO (Superman Returns),
de Bryan Singer (EUA, Austrália, 2006);
com Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey,
James Marsden, etc.154 min; M/ 12 anos.
14,30
Animação:
A CERCA (Over the Hedge),
de Tim Johnson, Karey Kirkpatrick (EUA, 2006);
Desenho animado; 83 min; M/ 4 anos.
18,00
Clássicos:
AURORA (Sunrise: A Song of Two Humans),
de F.W. Murnau (EUA, 1927); com George O'Brien, Janet Gaynor, etc.
95 min ou 106 min; M/ 12 anos.
21,30
Clássicos:
O LEOPARDO (Il Gattopardo), de Luchino Visconti
(Itália, França, 1963); com Burt Lancaster, Claudia Cardinale,
Alain Delon, Paolo Stoppa, etc. 205 min; M/ 12 anos.

Dia 26 de Outubro de 2006
09,30
Cinema e Ambiente:
SUPER-HOMEM: O REGRESSO (Superman Returns),
de Bryan Singer (EUA, Austrália, 2006);
com Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey,
James Marsden, etc.154 min; M/ 12 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
O MUNDO NOVO (The New World), de Terrence Malick
(EUA, 2005); com Colin Farrell, Christopher Plummer,
Christian Bale, etc. 135 min; M/12 anos.
18,00
Outras Terras, Outras Gentes:
MARIA MADALENA (Mary), de Abel Ferrara
(Itália, França, EUA, 2005);
Juliette Binoche, Forest Whitaker, Matthew Modine,
Heather Graham, etc. 83 min; M/ 12 anos.
21,30
Outras Terras, Outras Gentes:
MATCH POINT, de Woody Allen (Inglaterra, EUA, Luxemburgo, 2005);
com Jonathan Rhys Meyers, Alexander Armstrong, Scarlett Johansson,
etc. 124 min; M/ 12 anos.
24,00
Guerra, Terrorismo & Dólares:
O FIEL JARDINEIRO (The Constant Gardener),
de Fernando Meirelles (Inglaterra, Alemanha, 2005);
com Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Hubert Koundé, etc.
129 min; M/ 16 anos.

Dia 27 de Outubro de 2006
09,30
Cinema e Ambiente:
SUPER-HOMEM: O REGRESSO (Superman Returns), de Bryan Singer
(EUA, Austrália, 2006); com Brandon Routh, Kate Bosworth,
Kevin Spacey, James Marsden, etc.154 min; M/ 12 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
SUPER-HOMEM: O REGRESSO (Superman Returns), de Bryan Singer
(EUA, Austrália, 2006); com Brandon Routh, Kate Bosworth,
Kevin Spacey, James Marsden, etc.154 min; M/ 12 anos.
18,00
Clássicos:
PROFISSÃO: REPORTER (Professione: Repórter),
de Michelangelo Antonioni (Itália, França, Espanha, EUA, 1975);
com Jack Nicholson, Maria Schneider, etc.
126 min; M/ 12 anos.
21,30
Outras Terras, Outras Gentes:
VOLTAR (Volver), de Pedro Almodôvar (Espanha, 2006);
com Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas,
Blanca Portillo, Yohana Cobo, Chus Lampreave, etc.
121 min; M/ 12 anos.
24,00
Guerra, Terrorismo & Dólares:
SYRIANA (Syriana), de Stephen Gaghan (EUA, 2005);
com George Clooney, Matt Damon, Kayvan Novak, Christopher Plummer, etc.
126 min; M/ 12 anos.

Dia 28 de Outubro de 2006
11,00
Animação:
PULAR A CERCA (Over the Hedge), de Tim Johnson, Karey Kirkpatrick
(EUA,2006); Desenho animado; 83 min; M/ 4 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
GRIZZLY MAN, de Werner Herzog (EUA, 2005);
com Werner Herzog, Carol Dexter, David Letterman, etc.
103 min; M/ 12 anos.
18,00
Outras Terras, Outras Gentes:
OS AMANTES REGULARES (Les Amants Réguliers), de
Philippe Garrel (França, 2005);
com Louis Garrel, Clotilde Hesme, Julien Lucas, Eric Rulliat, etc.
178 min; M/ 12 anos.
21,30
Cerimónia de Encerramento.
Entrega de Prémios.

24,00
Guerra, Terrorismo & Dólares:
COLISÃO (Crash), de Paul Haggis (EUA, Alemanha, 2004);
com Karina Arroyave, Dato Bakhtadze, Sandra Bullock, Don Cheadle etc.
113 minutos; M/12 anos.

Dia 29 de Outubro de 2006
11,00
Animação:
BAMBI 2 - O GRANDE PRÍNCIPE DA FLORESTA (Bambi II),
de Brian Pimental (EUA, 2006);
Desenho animado; 72 min; M/ 4 anos.
14,30
Cinema e Ambiente:
A LULA E A BALEIA (The Squid and the Whale),
de Noah Baumbach (EUA, 2005); com Jeff Daniels, Laura Linney,
Jesse Eisenberg, Owen Kline, Anna Paquin,
William Baldwin), etc. 88 min; M/ 16 anos.
18,00
Outras Terras, Outras Gentes:
A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS (La Vida Secreta de las Palabras),
de Isabel Coixet (Espanha, 2005); com Sarah Polley, Tim Robbins,
Javier Cámara, etc. 115 min; M/ 12 anos.
21,30
Outras Terras, Outras Gentes:
SONHAR COM XANGAI (Qing Hong ou Shanghai Dreams),
de Xiaoshuai Wang (China, 2005);
com Yuanyuan Gao, Bin Li, Yang Tang, etc. 123 min; M/ 12 anos.

CINE ECO 2006
CASA DA CULTURA
GRANDE AUDITÓRIO
PROGRAMAÇÃO


Dia 21 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
OS 4 ELEMENTOS, de Janek Pfeifer e Joaquim Pavão, Portugal, 2006, 20’; NEUE GARTENKUNST – IM KOSMOS VON CHARLES JENCKS,
de Christoph Schuch, Alemanha, 2005, 26;
AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, 2006, 80’
18,00
CONCURSO:
PEIXE FRITO, de Ricardo George de Podestá, Brasil, 2006, 7’; AVÉ-CANOEIRO, A TEIA DO POVO INVISÍVEL, de Mara Lúcia Alencastro Veiga, Brasil, 2006, 70’

Dia 22 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
EXPEDIÇÕES AMAZÓNIA SOS Amazónia, de Pedro Saldanha Werneck, Brasil, 2005, 26’; O PROFETA DAS ÁGUAS, de Leopoldo Nunes, Brasil, 2005, 83’
18,00
CONCURSO:
DISSOLUTION, de Milesh Bell- Corsia, Inglaterra, 2006, 14’;
MI HISTORIA ES TU HISTORIA, Colectivo, Venezuela, 2006, 22’;
NAKKALA, de Peter Ramseier, Suiça, 2005, 88’
21,30
CONCURSO:
DRIVEN BY WIND, de Janna Dekker, Holanda, 2005, 13’;
KITUI SAND DAMS, de Eva Zwart e Hans van Westerlaak, Holanda, 2005, 15’;
LES TOMATES VOIENT ROUGE, de Andréa Bergala, França, 2006, 52’;
LES HERITIERS DU GUARANA, de Denecheau Remi, França, Brasil, 2005, 52’;

Dia 23 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
BARTÓ, de Luís Botosso e Thiago Veiga, Brasil, 2005, 7’;
KIARASA YO SATI, O AMENDOIM DACUTIA, de Komoi Panará e Paturi Panará, Brasil, 2005, 81’
18,00
CONCURSO:
EL CERCO, de Nacho Martn e Ricardo Iscar, Espanha, 2005, 12’;
A WAY TO INNER PEACE, de Charlotte Rosenberg Ishoy, Dinamarca, 2005, 37’; NANDINI, de Helle Ryslinge, Dinamarca, 2006, 57’
21,30
CONCURSO:
CARPATIA, de Andrzej Klamt e Ulrich Rydzewski, Alemanha,
2005, 127’;
24,00
CONCURSO:
ECO DHARMA, de Malgorzata Skib (Índia, 2005), 28’;
GANGES: RIVER TO HEAVEN, de Gayle Ferraro, EUA, 2005, 78’

Dia 24 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
É DA RAIZ, de Ângelo Lima, Brasil, 2005, 10’;
BRASIL, de Ângelo Lima, Brasil, 2006, 8’;
DOUTOR ESTRANHO AMOR (ou como aprendi a amar o preservativo), de Leonor Areal, Portugal, 80’
18,00
CONCURSO:
LOS LIMULES DE CAPE MAY, de Annie Tellier, Canadá, 2005, 7’;
BERAC KAMERA, de Branko Istvancic, Croácia, 2005, 20’;
BLESSURES ATOMIQUES, de Marc Petitjean, França, 2005, 52;
THE REFUGEES OF THE BLUE PLANET, de Jean-Philippe Duval e Héléne Choquette, Canadá, 2006, 53’
21,30
CONCURSO:
MUITCHAREIA, UM PASSEIO PELO SÃO FRANCISCO, de Uliana Duarte, Brasil, 2006, 71’;
GHARAT, de Pankas Rishi Kumar, Índia, 2005, 40;
24,00
CONCURSO:
HIJOS DE LA MONTAÑA DE PLATA, de Juan S. Batancor, Espanha, 2005, 54’; FROM THE PUNA TO MANU, INCA MEMORY, de Alfonso Martinez, Espanha, Peru, 2005, 52’;
H2= UP FOR SALE, de Leslie Franke e Hermann Lorenz, Alemanha, 2005, 58’;

Dia 25 de Outubro de 2006
15,00
EXTRA CONCURSO:
18,00
CONCURSO:
WUTE UND WIEBKE, de Leonore Poth, Alemanha, 2005, 8’;
CIUDAD DORIDA, de Henrique Rodriguez, Espanha, 2005, 10’;
O PONTAL DO PARANAPANEMA, de Chico Guariba, Brasil, 2005, 52’;
QUANDO A ECOLOGIA CHEGOU, de Pedro Novaes, Brasil, 2006, 50’
21,30
CONCURSO:
DIM, de Vladimir Perivic, Montenegro, 2006, 26’;
NA ALCHEMY IN GREEN, de Dave Dawson, Nova Zelândia, 2005, 50’;
CONFLIT TIGER, de Sasha Snow, Rússia, Inglaterra, 2005, 62’

Dia 26 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
LIFE IS CHANGE, de Eduardo Morais de Sousa, Portugal, 2006, 5’;
RUA 15 – SÂO JOÃO, de António Barreira Saraiva, Portugal, 2005, 42’;
O FOLE – UM OBJECTO DO QUOTIDIANO RURAL, de Carlos Eduardo Viana, Portugal, 2006, 33’;
RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO, de João P. Fernandes, João Dias, Nelson Silva, Portugal, 2006, 20’
18,00
CONCURSO:
GIOVANNI E IL MITO IMPOSSIBILE DELLE ARTI VISUELE, de Ruggero Di Maggio, Itália, 2006, 19’; 49, de Ichiro Iwano, Japão, 2006, 10’;
TERRE IN MOTO, de Michele Citoni, Ângela Landini, Ettore Sinlschlchi, Itália, 2006, 80’
21,30
CONCURSO: LA REVOLUTION DES CRABES, de Arthur de Pins, França, 2005, 5’; TESHUMARA, LES GUITARES DE LA RÉBELLION TOUAREG, de Jérémie Reichnbach, França, 2005, 51’;
LE CHEVAL OUVRIER, de Alain Marie, França, 2005, 62’;
PARTING LANDS – An Icelandia Saga, de Zoltan Torok, Hungria, 2005, 52;

Dia 27 de Outubro de 2006
15,00
CONCURSO:
LIXO, de Mário Carvalho Gajo, Portugal, 2005, 3’;
THE BAREFOOT RUNNER, de Filipe Y, Portugal, 2006, 4’;
ÁGUAS AGITADAS, de Bernardo Ferrão, Portugal, 2005, 30;
DA PELE À PEDRA, de Pedro Sena Nunes, Portugal, 2005, 40’
18,00
CONCURSO:
WHITE GOLD - THE TRUE COST OF COTTON, de Sam Cole, Itália, 2005, 8’;
GAMBIT, de Sabine Giseger, Suiça, Finlândia, 2005, 107’
21,30
CONCURSO:
OVAS DE ORO, de Manuel Gonzales, Chile, 2005, 63’;
SHOOT BACK!, de Michael Trabitzsch e Katharina Kiecol,
Alemanha, Quénia, 2006, 83’;

Dia 29 de Outubro de 2006
15,00
FILMES PREMIADOS: Títulos a anunciar dias 28
18,00
FILMES PREMIADOS: Títulos a anunciar dias 28
21,30
FILMES PREMIADOS: Títulos a anunciar dias 28

Saturday, September 30, 2006

PROGRAMAÇÃO 2006

  • OBRAS A CONCURSO
    Programação Auditório Grande


    Dia 21

    15,00
    OS 4 ELEMENTOS, de Janek Pfeifer e Joaquim Pavão, Portugal, 2006, 20’;
NEUE GARTENKUNST – IM KOSMOS VON CHARLES JENCKS, de Christoph Schuch, Alemanha, 2005, 26;
AINDA HÁ PASTORES?, de Jorge Pelicano, Portugal, 2006, 80’
18,00
PEIXE FRITO, de Ricardo George de Podestá, Brasil, 2006, 7’;
AVÉ-CANOEIRO, A TEIA DO POVO INVISÍVEL, de Mara Lúcia Alencastro Veiga, Brasil, 2006, 70’
Dia 22

15,00
EXPEDIÇÕES AMAZÓNIA: SOS AMAZÓNIA, de Pedro Saldanha Werneck, Brasil, 2005, 26’;
O PROFETA DAS ÁGUAS, de Leopoldo Nunes, Brasil, 2005, 83’
18,00
CONCURSO: DISSOLUTION, de Milesh Bell- Corsia, Inglaterra, 2006, 14’;
MI HISTORIA ES TU HISTORIA, Colectivo, Venezuela, 2006, 22’;
NAKKALA, de Peter Ramseier, Suiça, 2005, 88’
GEDREYEN DOOR WIND / DRIVEN BY WIND, de Janna Dekker, Holanda, 2005, 13’;
KITUI SAND DAMS, de Eva Zwart e Hans van Westerlaak, Holanda, 2005, 15’;
LES TOMATES VOIENT ROUGE, de Andréa Bergala, França, 2006, 52’;
LES HERITIERS DU GUARANA, de Denecheau Remi, França, Brasil, 2005, 52’;
Dia 23

15,00
BARTÓ, de Luís Botosso e Thiago Veiga, Brasil, 2005, 7’;
KIARASA YO SATI, O AMENDOIM DACUTIA, de Komoi Panará e Paturi Panará, Brasil, 2005, 81’
18,00
EL CERCO, de Nacho Martn e Ricardo Iscar, Espanha, 2005, 12’;
A WAY TO INNER PEACE, de Charlotte Rosenberg Ishoy, Dinamarca, 2005, 37’;
NANDINI, de Helle Ryslinge, Dinamarca, 2006, 57’
22,00
CARPATIA, de Andrzej Klamt e Ulrich Rydzewski, Alemanha, 2005, 127’;
24,00
ECO DHARMA, de Malgorzata Skib (Índia, 2005), 28’;
CONCURSO: GANGES: RIVER TO HEAVEN, de Gayle Ferraro, EUA, 2005, 78’
Dia 24

15,00
É DA RAIZ, de Ângelo Lima, Brasil, 2005, 10’;
BRASIL, de Ângelo Lima, Brasil, 2006, 8’;
DOUTOR ESTRANHO AMOR (ou como aprendi a amar o preservativo), de Leonor Areal,
Portugal, 80’ com a presença da realizadora.
18,00
LOS LIMULES DE CAPE MAY, de Annie Tellier, Canadá, 2005, 7’;
BERAC KAMERA, de Branko Istvancic, Croácia, 2005, 20’;
BLESSURES ATOMIQUES, de Marc Petitjean, França, 2005, 52;
THE REFUGEES OF THE BLUE PLANET, de Jean-Philippe Duval e Héléne Choquette, Canadá, 2006, 53’
22,00
MUITCHAREIA, UM PASSEIO PELO SÃO FRANCISCO, de Uliana Duarte, Brasil, 2006, 71’;
GHARAT, de Pankas Rishi Kumar, Índia, 2005, 40;
24,00
HIJOS DE LA MONTAÑA DE PLATA, de Juan S. Batancor, Espanha, 2005, 54’;
FROM THE PUNA TO MANU, INCA MEMORY, de Alfonso Martinez, Espanha, Peru, 2005, 52’;
H2= UP FOR SALE, de Leslie Franke e Hermann Lorenz, Alemanha, 2005, 58’;
Dia 25

15,00
EXTRA CONCURSO:
18,00
WUTE UND WIEBKE, de Leonore Poth, Alemanha, 2005, 8’;
CIUDAD DORIDA, de Henrique Rodriguez, Espanha, 2005, 10’;
O PONTAL DO PARANAPANEMA, de Chico Guariba, Brasil, 2005, 52’;
QUANDO A ECOLOGIA CHEGOU, de Pedro Novaes, Brasil, 2006, 50’
22,00
DIM, de Vladimir Perivic, Montenegro, 2006, 26’;
NA ALCHEMY IN GREEN, de Dave Dawson, Nova Zelândia, 2005, 50’;
CONFLIT TIGER, de Sasha Snow, Rússia, Inglaterra, 2005, 62’
Dia 26

15,00
LIFE IS CHANGE, de Eduardo Morais de Sousa, Portugal, 2006, 5’;
RUA 15 – SÂO JOÃO, de António Barreira Saraiva, Portugal, 2005, 42’;
O FOLE – UM OBJECTO DO QUOTIDIANO RURAL, de Carlos Eduardo Viana, Portugal, 2006, 33’;
RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO, de João P. Fernandes, João Dias, Nelson Silva, Portugal, 2006, 20’
18,00
GIOVANNI E IL MITO IMPOSSIBILE DELLE ARTI VISUELE, de Ruggero Di Maggio, Itália, 2006, 19’;
49, de Ichiro Iwano, Japão, 2006, 10’;
TERRE IN MOTO, de Michele Citoni, Ângela Landini, Ettore Sinlschlchi, Itália, 2006, 80’
22,00
LA REVOLUTION DES CRABES, de Arthur de Pins, França, 2005, 5’;
TESHUMARA, LES GUITARES DE LA RÉBELLION TOUAREG, de Jérémie Reichnbach, França, 2005, 51’; LE CHEVAL OUVRIER, de Alain Marie, França, 2005, 62’;
PARTING LANDS – An Icelandia Saga, de Zoltan Torok, Hungria, 2005, 52;
Dia 27

15,00
LIXO, de Mário Carvalho Gajo, Portugal, 2005, 3’;
THE BAREFOOT RUNNER, de Filipe Y, Portugal, 2006, 4’;
ÁGUAS AGITADAS, de Bernardo Ferrão, Portugal, 2005, 30;
DA PELE À PEDRA, de Pedro Sena Nunes, Portugal, 2005, 40’
18,00
WHITE GOLD - THE TRUE COST OF COTTON, de Sam Cole, Itália, 2005, 8’;
GAMBIT, de Sabine Giseger, Suiça, Finlândia, 2005, 107’
22,00
OVAS DE ORO, de Manuel Gonzales, Chile, 2005, 63’;
SHOOT BACK!, de Michael Trabitzsch e Katharina Kiecol, Alemanha, Quénia, 2006, 83’;

ABERTURA OFICIAL

WANDA STUART
(dia 21/X/06, às 21, 30,
no Cine-Teatro de Seia)

Depois de ter estado no Casino Lisboa, Wanda Stuart abre o Cine Eco 2006, com um espectáculo intimista, cantando canções de amor, francesas, brasileiras, americanas, alemãs, quase todas elas retiradas de uma antologia de obras de musicais célebres, do cinema e do teatro.
Acontece que Wanda Stuart tem uma estaleca de fazer inveja a uma ginasta experimentada e uma voz surpreendente que trabalha cada vez melhor. Depois é uma mulher simpatiquíssima. Gosto da Wanda. Aprendi a gostar dela numa série de evocações de musicais que o meu bom amigo João Pereira Bastos concebeu no São Luiz. A partir daí esta “história de amor” por essa mulher de cabelo azul mantém-se. Gostava de a dirigir numa peça de teatro ou num musical. Vamos lá ver se consigo. Tenho um projecto a pensar nela. Já tive outro, que falhou.
Entretanto, quem goste de musicais, de Marlene, Kurt Weil, Liza Minnelli ou Kate Bush, MPB ou clássicos da canção francesa e alemã tem uma boa oportunidade de matar saudades, numa voz magnifica, acompanhada ao piano pelo maestro Mário Rui. Em Seia, num espectáculo único.
Diz a promoção da artista: “Wanda Stuart nasceu em Lisboa no dia 6 de Janeiro de 1968. Começou a cantar em bares, onde ganhava para pagar aulas de canto. Revelou-se no musical ‘Maldita Cocaína’, de La Feria. Antes de pintar o cabelo de azul, experimentou “todas as cores do arco-íris”. É considerada por muitos a Liza Minnelli portuguesa. Em 2004, gravou “Animais Nocturnos” e o espectáculo homónimo foi estrado no Casino Estoril.” - LA

CARTAZ 2006




PROGRAMAÇÃO 2006

SECÇÕES PARALELAS DO FESTIVAL

Outras Terras, Outras Gentes:
A COMÉDIA DO PODER
A LULA E A BALEIA
ROMANCE & CIGARROS
OS AMANTES REGULARES
MARIA MADALENA
MATCH POINT
VOLTAR
AS FILHAS DO BOTÂNICO
SONHAR COM XANGAI

Guerras, Terror & $$
MIAMI VICE
O INFILTRADO
UMA HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA
VOO 93
O FIEL JARDINEIRO
SIRIANA
COLISÃO
O PARAISO, AGORA

Cinema e Ambiente:
GENESIS
O NOVO MUNDO
A MARCHA DOS PINGUINS
KING KONG
GRIZZLY MAN
A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS
SUPER-HOMEM: O REGRESSO
UMA VERDADE INCONVENIENTE (?)

Clássicos comentados:
AURORA
O LEOPARDO
PROFISSÃO: REPÓRTER

Cinema Português:
OS LISBOETAS
DIÁRIOS DA BÓSNIA

Animação:
PULAR A CERCA
BAMBI 2
SELVAGEM
O CASTELO ANDANTE
A CASA FANTASMA

Sunday, July 30, 2006

PRÉMIO NACIONAL DO AMBIENTE 2006

ATRIBUíDO O
PRÉMIO NACIONALDO AMBIENTE:
CINE ECO
(Festival Internacional
de Cinema e Vídeo do Ambiente
da Serra da Estrela, Seia, Portugal)
Atribuído pela
Confederação Portuguesa das Associações
de Defesa do Ambiente

A cerimónia efectuou-se no
Dia Nacional da Conservação da Natureza
(28 de Julho de 2006)
na Museu da Água
(Jardim do Principe Real - Lisboa)


Falando sobre o Festival e a sua importância

Os directores do Cine Eco
(Lauro António e Carlos Teófilo)
"afirmaram ficar muito satisfeitos com o Prémio,
mas não o agradecem.
Se não fosse merecido, não o teríamos ganho.
Se ganhámos, merecemos.
O estímulo obriga-nos a crescer
e acarreta novas responsabilidades.
Ainda bem, para o Festival ser cada vez melhor."
O Dr. João Manuel Caetano, da CPADA,
presidiu á cerimónia, e entregou os galardões.

O Prémio vai para Seia,
"para uma das monstras da sala do Cine Teatro
onde há onze edições decorreu o Festival,
que este ano, tal como sempre,
acontecerá no mês de Outubro.
"PRÉMIO CARREIRA:
PROF. DR. FERNANDO CATARINO


Outro Prémio que o Cine Eco sauda efusivamente:
Prémio Carreira para o Prof. Doutor Fernando Catarino,
aqui numa das sua apreciadas "lições".
O Prof Fernando Catarina
vai voltar a Seia em Outubro,
como Presidente do Júri Internacional
do Cine Eco.

Tuesday, July 25, 2006

CINE ECO 2006

ALGUMAS OBRAS A CONCURSO JÁ SELECCIONADAS
(em fim de Julho de 2006)


O PROFETA DAS ÁGUAS, DE LEOPOLDO NUNES (BRASIL, 2006); DOCUMENTÁRIO; 85’


O AMENDOIM DA CUTIA (KIARÃSÂ YÕ SÂTY, O AMENDOIM DA CUTIA), DE KOMOI E PATURI PANARA (BRASIL, 2006); DOCUMENTÁRIO; 51’


PEIXE FRITO, DE RICARDO GEORGE DE PODESTÁ (BRASIL, 2005); ANIMAÇÃO; 19’


É DA RAIZ, DE ANGELO LIMA (BRASIL, 2006); DOCUMENTÁRIO; 12’

MUITCHAREIA, DE ULIANA DUARTE (BRASIL, 2006); DOCUMENTÁRIO; 69’

OURO BRANCOO VERDADEIRO PREÇO DO ALGODÃO (WHITE GOLD - THE TRUE COST OF COTTON), DE SAM COLE (INGLATERRA, 2005); DOCUMENTÁRIO; 8’

CONFLITO TIGRE (CONFLICT TIGER), DE SASHA SNOW (RÚSSIA, 2005); DOCUMENTÁRIO; 61’


OVAS DE OURO (OVAS DE ORO), DE MANUEL GONZALES (CHILE, 2005); DOCUMENTÁRIO; 63’


CARPATIA, DE ANDRZEJ KLANT E ULRICH RYDZEWSKY (ÁUSTRIA, 2004); DOCUMENTÁRIO; 127’